Descubra 5 mitos por trás da rotulagem de alimentos

Barrinha colorida no leite, selo de transgênicos, diet e light, %VD: separamos cinco mitos comuns sobre o rótulo dos alimentos.

Pessoa lendo o rótulo de um produto no supermercado

Conteúdo publicado em 05/07/2022 e em revisão técnica. Algumas normas citadas podem ter sido atualizadas desde então — em caso de dúvida, fale com a nossa equipe.

Comprar um produto só pela embalagem pode trazer prejuízos à saúde: é preciso entender o que, de fato, se está consumindo. O rótulo é um grande aliado, mas alguns mitos sobre a rotulagem de alimentos circulam pela internet espalhando informações falsas.

Separamos cinco desses mitos. Continue a leitura para descobrir.

1. Barrinha colorida no rótulo do leite indica que o produto venceu e voltou ao mercado

Mito. Essa informação não passa de uma notícia falsa que circulou nas redes sociais. A barra colorida, de acordo com a Tetra Pak, é apenas um teste de cores feito para garantir a qualidade de impressão das embalagens.

2. Produtos com transgênicos não precisam mais do selo de identificação

Mito. Todos os produtos com transgênicos precisam do selo de identificação. O Projeto de Lei nº 34/2015, que propõe acabar com a obrigatoriedade de informar a presença de transgênicos ao consumidor, foi reprovado nas Comissões de Ciência e Tecnologia e de Assuntos Sociais e, quando este texto foi escrito, seguia em tramitação. Até a decisão final, a identificação continua obrigatória.

3. Dados de conservação não são obrigatórios na rotulagem

Mito. Entre as informações obrigatórias na rotulagem dos alimentos estão:

  • Denominação de venda;
  • Marca;
  • Indicação quantitativa (conteúdo líquido);
  • Lista de ingredientes;
  • Informação nutricional;
  • Identificação do fabricante e do importador (quando importado);
  • Origem;
  • Lote;
  • Prazo de validade;
  • Registro na ANVISA ou no MAPA (quando necessário);
  • Dados de conservação;
  • Instruções de uso (quando necessário);
  • Advertência “contém glúten” ou “não contém glúten”.

4. As identificações diet e light querem dizer a mesma coisa

Mito. O termo diet só pode ser usado em alimentos destinados a dietas com restrição de nutrientes, como carboidrato, gordura, proteína ou sódio. Muitas vezes, o valor energético não é menor que o dos produtos convencionais.

Já o termo light é usado em produtos com valor energético ou teor de nutrientes reduzido ou baixo, conforme os critérios definidos na legislação para cada atributo.

5. O %VD indica quanto a porção contribui para a necessidade diária de calorias

Mito. O percentual de valores diários (%VD) indica quanto aquela porção contribui para atingir a necessidade diária daquele nutriente, e não de calorias. Os valores diários de referência consideram uma dieta de 2.000 kcal e são diferentes para cada nutriente, porque cada um tem um papel específico na alimentação.

Exemplo: se o valor diário de referência de cálcio é de 1.000 mg e uma porção fornece 100 mg, a porção corresponde a 10% VD.

Legislação atualizada: as regras de rotulagem nutricional foram revisadas pela RDC nº 429/2020 e pela IN nº 75/2020 da Anvisa, que mudaram os valores diários de referência, o modelo da tabela e incluíram a rotulagem nutricional frontal. Para adequar o seu rótulo às regras em vigor, conte com uma assessoria especializada.

Para não ser enganado por notícias falsas, informe-se e entenda o que está consumindo. Para quem produz, uma empresa séria e qualificada faz diferença para elaborar rótulos precisos e completos. Fale com um especialista e veja como a GTA pode ajudar a sua empresa na rotulagem de alimentos.

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